Fear the Walking Dead regressa com um BANG!

Depois de um interregno, «Fear the Walking Dead» está de regresso à antena do AMC Portugal com duplo episódio esta segunda-feira, a partir das 22h10. Preparem-se para uma reviravolta com estrondo: no final, não restará pedra sobre pedra.

Fear the Walking Dead

O intervalo fora do ecrã, sem episódios desde novembro, também se sente na ação de «Fear the Walking Dead». Morgan (Lennie James) e Dakota (Zoe Margaret Colletti) acabam separados de Alicia (Alycia Debnam-Carey) e Charlie (Alexa Nisenson), contando, ainda assim, com a ajuda de um velho conhecido. A atravessar uma das fases mais negras da sua vida, John Dorie (Garret Dillahunt) prova que continua a ser uma mais-valia na luta contra os walkers, e pode também ser um trunfo no confronto com Virginia (Colby Minifie). Mesmo que não seja essa a sua vontade.

Não obstante, já sabemos que no universo de «The Walking Dead» não há “favas contadas”, e as surpresas estão à espreita a todo o momento. Sem revelar o que nos espera do outro lado de “The Door”, para não estragar o efeito surpresa, há que destacar que estamos perante um episódio impactante e totalmente destrutivo, possivelmente um dos mais fortes não só de «Fear the Walking Dead», mas também de toda a saga. O episódio 8 marca o tom da segunda metade da sexta temporada, pelo que não se avizinha uma jornada tranquila.

Fear the Walking Dead

Como num jogo de xadrez, é preciso perceber onde se encontram as peças. Alicia está com Dwight (Austin Amelio) e companhia, no paraíso prometido de Morgan, enquanto June (Jenna Elfman) é a improvável companheira de viagem de Virginia. Todos se preparam para uma luta inevitável, onde Morgan se prepara para assumir todo o protagonismo. Será ele ou herói incompreendido, ou um iludido que não olha a meios para atingir os fins? Para Sherry (Christine Evangelista), a resposta é simples: “és tão mau como ela”, afirma, comparando-o com Virginia e a sua visão distorcida da realidade ideal.

O choque entre os objetivos coletivos e pessoais de cada personagem atinge também o seu auge, com o melhor e pior de cada uma a vir ao de cima. O egoísmo, a chantagem e os jogos de poder vieram para ficar.

A interpretação é a chave de um argumento bem conseguido e coerente, que, de forma estruturada, consegue organizar a ação rumo ao seu clímax. O elenco de «Fear the Walking Dead» é uma das suas grandes forças, e esta dupla de episódios não é exceção. Equilibrado com cenas de ação equilibradas, incisivas e também emotivas, o leque de protagonistas volta a provar que é na capacidade de empatia com a audiência que encontra a força para ser mais do que uma “série de zombies”. É uma série sobre família e amizade, onde os walkers atuam também como uma forte crítica social. À boleia de muito sangue e lutas épicas, pois claro.

A partir de segunda-feira, 3, «Fear the Walking Dead» volta a ter um episódio por semana no AMC Portugal.

 

Texto originalmente publicado aqui

 

 

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