Two Weeks to Live: Maisie risca mais “alvos” da lista

Depois de conquistar a audiência em «A Guerra dos Tronos» com a sua “Arya”, Maisie Williams está de regresso à HBO com «Two Weeks to Live». A minissérie fica disponível, na totalidade, já no dia 23.

Two Weeks to Live

Durante grande parte da sua passagem por «A Guerra dos Tronos», Arya Stark (Maisie Williams) tinha como ambição riscar o máximo de nomes da sua “lista negra”. O sucesso seriólico, baseado na obra de George R.R. Martin, pode já ter-se despedido do pequeno ecrã, mas Maisie continua de caderno em punho, procurando riscar números da sua “To Do List”. Não como Arya, mas sim como a outsider Kim Noakes, a protagonista de «Two Weeks to Live», com estreia na HBO Portugal esta quarta-feira, 23.

Kim é uma personagem com claras dificuldades de socialização, muito ingénua quando sozinha no “mundo real”. Isto porque a jovem cresceu toda a vida numa cabana remota com a mãe, Tina (Sian Clifford, Fleabag e Quiz), que a preparou para uma realidade prestes a colapsar e de sobrevivência. A sua inadaptação torna-se hilariante, da mesma forma que acontece em «Barry», a comédia onde Bill Hader interpreta um assassino em série que vira ator de teatro. É, aliás, muito possível que os fãs do sucesso da HBO se deixem agora entusiasmar por «Two Weeks to Live».

Two Weeks to Live

A missão de Kim é simples e direta: quer vingar a morte do pai, ocorrida à sua frente quando era apenas uma criança. Identificado o perpetrador, objetivos delineados, Kim arranca numa roadtrip inusitada, onde alia a sua missão sangrenta a uma série de descobertas, como a ida ao primeiro pub ou o regresso à feira que frequentava com o pai em criança. No entanto, quando entregue à sua sorte num mundo desconhecido, e repleto de ferramentas que desconhece (como a Internet), é facilmente enganada e acaba por precipitar uma ação que se esperava mais demorada. E é aí que storyline se reinventa e a série assume um rumo inesperado para o espectador.

Por seu lado, o modo desajeitado de Kim não é exclusivo, sendo também revisitado em quem aparentemente teve uma vida dita normal. Nicky (Mawaan Rizwan) é lançado à sua sorte com Kim pelo irmão Jay (Taheen Modak), que tenta que ele esqueça a ex-namorada, e nada será como antes. Este é o princípio do fim para uma narrativa que parecia estar alinhada e, assim como em «A Guerra dos Tronos», também aqui a lista de Maisie Williams não segue o rumo (ou a ordem) esperado.

Two Weeks to Live

Crime, corrupção e as teorias da conspiração são alguns dos temas abordados por «Two Weeks to Live», com Brooks (Jason Flemyng, Jamestown) e Thompson (Thalissa Teixeira), os dois vilões da primeira temporada, a revelarem-se episódio após episódio. Já Tina é uma caixinha de mistérios que se vai desmascarando para a filha, que viveu com uma noção errada da realidade que a rodeava. Mas quais terão sido os motivos da progenitora? Será que a audiência a vai encarar como heroína ou vilã?

«Two Weeks to Live» é uma comédia também ela “desajeitada” e uma maratona atrativa para “correr” no período natalício. Cada episódio tem cerca de 20/25 minutos, num total de seis, pelo que é uma série que se vê com relativa facilidade. Em aberto, continua a possibilidade de uma segunda temporada.

 

Texto originalmente publicado aqui

 

 

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