Reservation Dogs: a importância da representatividade

Fica disponível hoje, 13, no Disney+ a série «Reservation Dogs», sobre um grupo marginal e wannabe criminoso numa reserva indígena do Oklahoma. Esta é uma criação de Sterlin Harjo e Taika Waititi.

Reservation Dogs

A marcar a diferença pela aposta numa temática e elenco nem sempre com destaque no pequeno e grande ecrã, «Reservation Dogs» aposta numa abordagem divertida a uma comunidade indígena – uma representatividade que acontece à frente e atrás das câmaras. Um grupo de jovens comete crimes para, com o dinheiro, conseguir mudar de vida e viajar até à Califórnia. No entanto, a missão complica-se inesperadamente quando surge um gangue rival.

Bear (D’Pharaoh Woon-A-Tai), Cheese (Lane Factor), Elora (Devery Jacobs) e Willie (Paulina Alexis) são o quarteto protagonista, que conta a partir da comédia um drama bem real de marginalização e dificuldades económicas específicas. A trama começa com o roubo de uma carrinha, sem aparente preocupação para com o lesado, algo que vai conquistando uma nova dimensão ao longo do tempo. Dessa forma, as personagens também se conhecem um pouco melhor, ao mesmo tempo que o espectador o faz.

Reservation Dogs

Enquanto a mãe lhe tenta arranjar um pai, para compensar o rapper falhado que pouca atenção lhe dá, Bear só pensa em sair e conquistar, à força, uma vida melhor. Um objetivo que é partilhado com os amigos, ainda que nem sempre se mantenha consensual. E os sacrifícios feitos pelo todo acabam, amiúde, por vincar as diferenças que teimam em separá-los. Sobretudo quando o foco parece ter sido alterado.

Ainda que a representatividade nativo-americana seja uma parte identitária e fulcral da abordagem de «Reservation Dogs», a série não se resume a isso, e tenta mostrar que o argumento pode ir mais longe e criar uma história divertida e consistente.

 

Texto originalmente publicado aqui

 

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